11 maio 2021

Açorianos no Mundo: Apresentando o candidato Daniel Evangelho Gonçalves

Postado por Diretoria categoria: NOTÍCIAS .

Filho e netos de açorianos da ilha Terceira, freguesias de São Bento e Ladeira Grande. Frequento a comunidade açoriana desde que nasci, pois meu avô Francisco Machado Evangelho foi Presidente da Casa dos Açores por muitos anos. Meu pai Francisco Gonçalves, também foi Diretor da Casa e me ensinou a manter as tradições, costumes e valores religiosos de nossa comunidade. Apaixonado pela cultura e música açorianas, faço parte do Grupo Folclórico Padre Tomaz Borba desde 2001, onde toco a viola de 15 cordas, conhecida como viola da “terra”. Frequento e auxilio todas as Irmandades do Divino Espírito Santo em nosso Estado.

Sou Doutorando em História Social pela UERJ; Mestre em Tecnologia pelo CEFET-RJ; pós-graduado em História do Rio de Janeiro pela UFF, Graduado e licenciado em História pela UFRJ. 1º Tenente Historiador e Gestor de Patrimônio Cultural da Força Aérea Brasileira Pesquisador do CHAM-AÇORES (unidade de investigação interuniversitária vinculada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e à Universidade dos Açores) onde abordo a imigração e associativismo açoriano para o Rio de Janeiro; Escrevi vários artigos e ministrei diversas palestras relativas à cultura e identidade Açoriana e Já fui também assessor do CPLP (comunidade de países de língua portuguesa).

Sou Diretor Cultural da Casa dos Açores à 15 anos. Procuro desenvolver atividades culturais dinâmicas e modernas, contudo, sem fugir às origens. Todos os anos, promovemos o Encontro Cultural Açoriano, onde mesclamos diversas tradições açorianas a partir de um tema escolhido. Há sempre muita música e comidas típicas de nossas ilhas, além de palestras, documentários e debates acerca do tema em específico.

Promovemos tertúlias, conversas informais com um convidado, de preferência professores do meio acadêmico trazidos dos Açores, por meio de nossa parceria com a Universidade dos Açores, ou oriundos de nossas parcerias institucionais com as Universidades do Rio de Janeiro.

Mas o que me dá orgulho foi a idealização e construção do nosso Centro Cultural Judite Evangelho em parceria com toda a Diretoria da Casa e com a Direção Regional das Comunidades. Lá há uma biblioteca com um grande acervo, o maior e com obras mais raras sobre os Açores que há no Brasil, já catalogadas e iniciado o processo de informatização para que o mundo todo possa obter informações sobre nossas obras. No Centro há espaço e estrutura para os diversos pesquisadores que nos procuram possam estudar e trabalhar em suas dissertações e teses. E há o espaço infantil, construído para receber as crianças de nossa comunidade durante as festas, onde ocorrem contações de histórias sobre os Açores, para fazer emergir, desde cedo, a curiosidade e o amor à nossa terra. Temos como projeto futuro integrar nosso Centro às escolas da Prefeitura do Rio de Janeiro nas proximidades, para oferecer um espaço acolhedor para desenvolver a educação das crianças cariocas e apresentá-las aos Açores.

Em nosso centro há uma grande televisão onde pretendemos começar a fazer sessões de cinema com filmes açorianos, e pensamos em instalar um telão para oferecer maior visibilidade e conforto a nossos associados assim que a pandemia atual começar a ceder. Há ainda um grande acervo iconográfico e midiático, que conta a história de nossa comunidade em terras cariocas.

Pergunta 1: O que o levou a se candidatar ao cargo de Conselheiro da Diáspora Açoriana pelo Rio de Janeiro?

Quando soube da proposta da Direção Regional fiquei imensamente feliz. Já trabalho em prol da comunidade por puro amor às nossas origens à muitos anos e vi uma oportunidade de estreitar os laços e as parcerias que já promovo a muito tempo. Como Conselheiro, poderei levar ainda mais as nossas propostas e nossas necessidades ao parlamento açoriano. Lembrando que a comunidade de açorianos espalhados pelo mundo é ainda maior do que os que vivem no arquipélago. Então, poder opinar sobre as propostas que os Açores tem para nós, e ainda mais, poder levar a nossa verdadeira realidade para os olhos e ouvidos de quem nos representa legalmente seria uma honra é uma necessidade.

Pergunta 2: Quais as suas expectativas para a formação deste Conselho e suas propostas de projetos dentro do Conselho?

A comunicação e as redes estabelecidas serão fundamentais. Já conheço muitos membros da Direção Regional e de diversos órgãos de cultura e ensino nos Açores. Assim como mantenho uma relação de amizade com diversas pessoas influentes nas Casas dos Açores espalhadas pelo mundo e essas parcerias são cruciais para que o parlamento nos ouça, para que criemos propostas comuns que nos atendam. Então minhas expectativas são as melhores possíveis, pois, pela primeira vez, poderemos falar diretamente com eles e pensarmos juntos em como contribuir para a melhoria da nossa comunidade e ajudar a disseminar e promover a cultura dos Açores no Estado do Rio de Janeiro.

Pergunta 3: O que seu projetos propostos agregariam à comunidade açoriana no Estado do Rio de Janeiro?

Tenho as seguintes propostas:

  1. Realizar ações que proporcionem o contato e a criação de redes de reciprocidade e de apoio local para identificar as expectativas e os interesses das diferentes comunidades açorianas em todo o estado do Rio de Janeiro, a fim de representá-las no parlamento açoriano.

  2. Apoiar iniciativas culturais e a criação e manutenção de instituições que divulguem os Açores e sua contribuição histórica para o estado do Rio de Janeiro, representando não só os açorianos da capital, sócios da Casa dos Açores e membros da paróquia de Santo Cristo dos Milagres, mas comunidades em ascensão no Estado do Rio como a de Bom Jesus de Itabapoana.

  3. Como representante no parlamento, incentivar a criação de medidas legislativas que apoiem e incentivem as ações culturais açorianas no Estado do Rio de Janeiro, apoiando, inclusive, projetos que deem maior visibilidade à história dos açorianos na cidade, como por exemplo: propor a criação de marcos históricos e painéis explicativos na estação Antero de Quental, um grande açoriano que dá nome a estação e à praça no Leblon, mas poucos cariocas conhecem a sua origem.

  4. Pretendo mapear onde estão os açorianos no Estado e conhecer sua história, registrar com entrevistas e preservar a memória dos mesmo e sua importância comercial e social para o Estado do Rio de Janeiro.

  5. Criação do projeto intercâmbio cultural: pleitear apoio da Direção Regional das Comunidades para estabelecer um projeto de oferta de vagas para cursos de verão, em parceria já existente com a Universidade dos Açores. Por meio deste projeto os açorianos, descendentes e pessoas ligadas a nossa comunidade poderão ter aulas de história, geografia e cultura açoriana na própria universidade dos Açores, adquirindo a açorianidade deste povo e disseminando os aprendizados e a cultura açoriana em terras cariocas.

Com essas propostas, pretendo nos representar, levar ao parlamento o que necessitamos, opinar sobre o que eles pretendem para nós e propor novas parcerias e atividades que nos promovam como comunidade de emigrantes, garantindo a preservação da nossa memória, nossos valores, cultura e tradições para as futuras gerações.

 

Nota da Diretoria da Casa dos Açores:

Ressaltamos que a Casa dos Açores do Rio de Janeiro é imparcial à este pleito e não apoia diretamente ou indiretamente ambos os candidatos, seremos apenas uma ferramenta de divulgação para auxiliar o eleitorado em sua escolha, que acreditamos ser a melhor para nossa comunidade.

Até a data desta publicação não recebemos retorno do candidato Antônio Carlos Lapagesse Alves. Assim que tivermos, iremos ceder ao candidato o mesmo espaço que foi cedido aos demais em nosso site e redes sociais.