Brasão da Casa dos Açores do Rio de JaneiroCasa dos AçoresRio de Janeiro · Est. 1952
Fotografia histórica de famílias açorianas chegando de navio ao Brasil

História

Atravessaram o Atlânticoe trouxeram as ilhas consigo

A história da Casa começa antes de 1952 — começa nos navios que traziam famílias inteiras das nove ilhas para o porto do Rio de Janeiro.

Linha do tempo

De 1952 aos dias de hoje

  1. Década de 1950

    Mais de 30.000 açorianos no Estado do Rio

    Na década de 1950 o Estado do Rio de Janeiro já contava com mais de 30.000 açorianos, concentrados principalmente na capital, empresários e comerciantes.

  2. 1952

    Vitorino Nemésio chega ao Brasil

    Em sua primeira passagem pelo Brasil, o escritor e intelectual açoriano Vitorino Nemésio incentiva a formação de uma Casa Regional que congregasse os açorianos e suas práticas culturais.

  3. 17 de julho de 1952

    Nasce a Casa dos Açores

    No antigo Centro Trasmontano, na Tijuca, um grupo de açorianos se reúne e a ideia transforma-se em fato. Os vinte e seis presentes tornam-se Sócios Iniciadores e Vitorino Nemésio é nomeado Presidente de Honra.

  4. 14 de agosto de 1952

    O Estatuto

    A segunda reunião, presidida por Vitorino Nemésio, acerta os assuntos burocráticos relativos ao Estatuto. Jornais como O Globo, A Noite, Tribuna de Imprensa, Voz de Portugal e O Mundo Português noticiam a fundação.

  5. 24 de abril de 1954

    Inauguração da sede própria

    A sede própria da Casa dos Açores foi inaugurada, consolidando um espaço permanente para a comunidade açoriana no Rio de Janeiro.

  6. 20 de novembro de 1954

    Grupo Folclórico Padre Tomáz Borba

    Fundado para manter viva a tradição açoriana em terras cariocas, homenageia o sacerdote católico, músico, compositor e professor, natural de Angra do Heroísmo.

  7. 1958

    Ordem de Benemerência

    A Casa dos Açores do Rio de Janeiro é agraciada pelo Presidente da República Portuguesa General Francisco Craveiro Lopes, com este título.

  8. 18 de agosto de 1996

    Inauguração da sede remodelada

    A sede remodelada é inaugurada — em 2022 celebraram-se as Bodas de Prata desse edifício erguido pela Comunidade Açoriana do Rio de Janeiro.

  9. 13 de novembro de 1997

    Conselho Mundial das Casas dos Açores (CMCA)

    Oficialmente criado na cidade da Horta, ilha do Faial, Açores. A sua constituição foi formalizada através da “Declaração da Horta”, aprovada por unanimidade. A Casa dos Açores do Rio de Janeiro é fundadora deste conselho.

  10. Outubro de 2006

    Encontro Cultural Açoriano

    Realizada a primeira edição e desde então, realizado anualmente pela Diretoria da Casa dos Açores.

  11. Setembro de 2011

    Conselho Mundial das Casas dos Açores

    O Conselho Mundial das Casas dos Açores realiza-se pela primeira vez fora do arquipélago, com a Assembleia Geral sediada na Casa dos Açores do Rio de Janeiro.

  12. 24 a 26 de junho de 2016

    Taça da Autonomia

    Torneio de Futsal das Casas dos Açores da América do Sul foi realizada no Rio de Janeiro, na Casa dos Açores do Rio de Janeiro. A competição foi criada para celebrar os 40 anos da Autonomia Constitucional dos Açores. Participaram equipes das Casas dos Açores do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Uruguai. A Casa dos Açores do Rio de Janeiro sagrou-se campeã, derrotando na final a Casa dos Açores de Santa Catarina por 3 × 2.

  13. 2018

    Insígnia Autonómica de Mérito Cívico da Região Autónoma dos Açores

    A Casa dos Açores do Rio de Janeiro foi agraciada com a Insígnia, sendo a distinção atribuída pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, através da Resolução n.º 26/2018/A.

  14. 2025

    Tuna Açoriana

    Fundação da Tuna Açoriana, agrupamento musical e artístico que atua como parte integrante da Diretoria Artística da Casa dos Açores do Rio de Janeiro. Nascida do desejo de reavivar a histórica Tuna Terceirense — ligada às origens do Grupo Folclórico Padre Tomaz Borba, o mais longevo da diáspora.

Vitorino Nemésio

O presidente de honra

Escritor, poeta e professor natural da ilha Terceira, Vitorino Nemésio foi quem, em 1952, incentivou os açorianos do Rio a criarem uma casa regional própria. Presidiu à reunião que definiu o Estatuto e foi consagrado Presidente de Honra da instituição.

A ele se deve também a palavra que melhor define esta comunidade: açorianidade — o modo de ser das ilhas, que viaja com quem parte.

Fotografia antiga do grupo folclórico reunido no salão da Casa